De esgotado a empolgado. O que deu certo aceitando um desafio em 2015

“Não será fácil. Mas você já fez coisas difíceis antes.” *

Depois de 10 semanas no vale do silício conversando com investidores, programadores e empreendedores de tecnologia, percebi que o produto que tinha me dedicado por mais de um ano não fazia mais sentido pra mim.

eeeee. nope!

 

Comecei 2015 exausto. Depois de vários anos empreendendo estava me perguntando se era hora de prestar um concurso público ou trabalhar “na minha”.

Pensei em desistir de empreender, pensei em como é difícil tirar algo do papel e sabia que se quisesse empreender teria que passar por várias etapas pelas quais já tinha passado algumas vezes nos últimos anos. Mas as vezes não adianta querer fugir, e o que foi uma simples conversa informal que tive com o Dr Antônio Maia no EC14 acabou se transformando num convite para ser sócio de uma empresa com ideias bastante ambiciosas para transformar a área jurídica no Brasil. As ideias eram excitantes e boas demais para serem preteridas e resolvi então abraçar mais um desafio como CTO de uma empresa de Legal Tech.

Studying law. making a responsible choice for my future

Quem já foi CTO no início de uma startup sabe como é difícil você dar os primeiros passos. Estudar as necessidades de um mercado que não é o seu, planejar as estruturas, começar a escrever o código e o principal e mais difícil: Montar um time de excelência.

Não tem todo mundo, mas tem bastante gente

Não tem todo mundo, mas tem bastante gente

Existe um provérbio grego que diz que O início é metade de qualquer ação. Acho essa metáfora linda, pois não é pra tanto, mas mesmo assim começamos do zero na última semana de fevereiro/15 com uma única posição dentro de um escritório de advocacia e estamos terminando o ano com um conjunto inteiro na Av. Paulista, um time lindo de desenvolvimento, um stande e  apresentação na maior feira da nossa área, com um produto lançado, o LegalNote, crescendo rapidamente com mais de mil usuários cadastrados e milhares de processos e com o nosso outro produto o Diligeiro correndo na fase final de desenvolvimento.

Trabalhamos até a véspera da véspera de ano novo, empolgados por todas essas conquistas que não foram fáceis e eu tenho a certeza de que daqui pra frente tudo continuará sendo difícil, mas nós podemos olhar pra trás e ver que já fizemos coisas difíceis antes.

Muito obrigado à todos! Um excelente 2016!

Um obrigado especial a todos que trabalham duro comigo:

Chuckeeey
Daniel , o mago das regex
Derek Oedenkoven
Dr Antonio Maia
Dr Fabio Abrahao
Gui AMS
Marcus Beckenkamp
Vitão Jar Jar
Gustavo UX
Rafael, o lendário!
Muller #Zueiro
* Li essa frase em algum lugar essa semana e achei fantástica.

E quando uma empresa gigante resolve virar sua concorrente?

Você cria um produto, vira pioneiro em uma área, corre todos os riscos e fica cheio de incertezas, tanto suas, quanto dos clientes confrontados com “A novidade.”

Imagine que nesse cenário, um pequeno grupo abraça aquilo que você fez, ama o seu projeto e você conseguiu criar algo dentro de uma comunidade.

De repente, o gigante acordou, imagine um gigante mesmo, a própria Apple. E ela aprova sua ideia. Aprova tanto que resolve criar uma versão própria do seu produto.

Agora a Apple é sua concorrente!

Steve Jobs - Doctor Evil

E aí, senta e chora?


Isso aqui não é uma anedota, é um caso verídico.

Os criadores do smartwatch Pebble já passaram por vários perrengues, foram acelerados pela YCombinator, o projeto não foi pra frente, não conseguiram levantar capital porque eram uma empresa de Hardware, depois concluíram com sucesso uma campanha no kickstarter e por fim foram lançando e evoluindo o Pebble, tudo a partir da ideia do Eric Migicovsky de criar um display de relógio que mostrasse as notificações do celular.

Bom, imagine a cabeça desse cara quando o Google resolveu lançar o próprio smartwatch e quando a Apple resolveu lançar o Apple Watch.

Agora imagina como ele se sente, vendo que um concorrente desse tamanho, um gigante, está mais abrindo mercado para eles do que prejudicando.

E pode ser que um dia o Pebble se torne tão grande e vire realmente um competidor do Apple Watch. Quem sabe…

 

Por quê estou falando tudo isso?

Porque com o lançamento do Apple Watch muita gente que não tinha ideia do que era um SmartWatch acabou descobrindo o que é isso e, independente de descobrir através da Apple, puderam também se interessar e ir atrás de outros modelos, conhecendo o Pebble, que Dobrou suas vendas!

Veja: Aparentemente Apple Watch ajudou a DOBRAR as vendas do Pebble

 

Me inspirei pra escrever no post do Diogo Novaes no facebook. Aliás, um cara que vale muito a pena seguir.

Um pequeno prazer de uma startup que não deu certo.

 

Quem nunca teve uma empresa que não deu certo, que atire a primeira pedra.

Sempre gostei de empreendedorismo. Eu gostava de ler matérias sobre empresas, gostava de ir nas empresas dos meus pais e gostava dos filmes dos anos 80 estilo Jerry Maguire. Minha família sempre foi empreendedora. Meu pai teve de loja de material de aquarismo até distribuidora de salgadinho de bar, meu tio construiu a maior rede de salões de beleza da zona norte e até hoje não se passa uma semana sem que minha mãe me fale uma ideia nova que ela teve (Se eu publicar alguma, ela me mata). O fato é que o empreendedorismo está no meu sangue.

No final de 2011, eu e meu amigo Daniel resolvemos montar uma startup. Na ocasião eu tinha um site que revendia instrumentos musicais. Nada muito formal, mas era uma escola pra mim. Estava ganhando dinheiro, me mantendo, tive a oportunidade de largar um emprego público e fazer mais dinheiro em casa de cueca do que indo perfumado até o prédio da FEA. Falar sobre a Apoio Musical levaria até mais de um post sobre os 2 anos que eu a mantive no ar e ela me manteve.

Bom, montamos essa startup porque estávamos vidrados em Crowdsourcing. Queríamos muito, que o crowdsourcing fosse um jeito de dar às empresas a oportunidade de gastar pouco pra ter ideias de qualidade e de dar às pessoas a oportunidade de trabalhar em projetos de grandes empresa, mostrando seu potencial.

 

O primeiro problema que enfrentaríamos era o do ovo e o da galinha: como teríamos empresas sem ter pessoas interessadas em anunciar e como teríamos pessoas pra participar dos desafios sem ter empresas com desafios?

Enfim, resolvemos começar buscando às pessoas. (O que hoje eu acredito que não foi a melhor estratégia).

Pra alcançar essas pessoas nós resolvemos criar um Desafio com Ideias que pudessem melhorar a cidade de São Paulo. Chamamos isso de Desafio São Paulo.

Criamos um aplicativo para o facebook pra poder receber as ideias, já que ainda não tínhamos uma plataforma criada e não me lembro como alguém gostou do desafio e ele foi parar no Catraca Livre.

ideias-na-mesa-catraca-livre

Isso foi o suficiente pra várias pessoas entrarem no Desafio. Nisso tivemos um outro problema: Como escolher qual ideia é a melhor? E nisso, a CAOS Focado que é uma empresa de consultoria nos ajudou criando um método objetivo pra definir quais eram as melhores ideias (eu deveria ter filmado pra mostrar quão genial foi o Miguel Chaves resolvendo isso pra gente).

A startup como você já previu no começo do texto, escafedeu-se, fizemos o desafio, não conseguimos fechar com nenhuma outra empresa um desafio sequer, apesar de negociar durante meses com uma empresa grande da área de turismo. Então o que eu estou comemorando aqui como um pequeno prazer? Olhe as ideias escolhidas como as melhores para São Paulo no nosso desafio e pense no que mudou em São Paulo de 2012 para 2015.

  • Ciclo Faixas com acesso a CPTM nas marginais
  • Menos vagas de rua para carros
  • Ruas de lazer aos domingos
  • Transporte Coletivo 24 horas
  • WiFi gratuito em locais públicos

Isso tudo começou a mudar em São Paulo e vai continuar mudando porque agora já é tendência. Se quiser ter certeza, confere meu post original de quando eu publiquei o desafio em março de 2012:

 

http://blog.ideiasnamesa.com.br/desfile-das-campeas-desafio-sao-paulo/

9 Dicas de Como Ganhar Hackathons

Como ganhar hackathons parece um título bastante pretensioso, mas minha intenção é compartilhar o que aprendi nos 8 hackathons que já participei.

A primeira vez que participei foi em 2013 no Google Developer Bus, de lá pra cá acabei gostando da ideia e só no ano passado participei de mais 7 hackathons, 3 deles no Vale do Silício.

Pra quem não sabe, hackathon é uma maratona hacker, maratona de programação ou simplesmente um motivo pra juntar um monte de programadores em um lugar e virar uma ou mais noites programando, comendo pizza e bebendo cerveja.

Desses hackathons que participei fui premiado 3 vezes e é muito legal ganhar, as vezes você ganha dinheiro, as vezes um gadget, mas se for pra participar só pelo prêmio esqueça… Na maioria das vezes o prêmio é menor do que o valor das suas horas trabalhadas. Então o objetivo é a diversão, o networking e o aprendizado.

 

1 – Estude o Hackathon Antes

Existem 2 tipos principais de hackathon: Os voltados para programação e os voltados para startups. Se você souber de antemão em qual tipo de hackathon você está se metendo já poderá poupar muito trabalho e/ou estresse. A maioria dos hackathons mostra quem serão os juízes e de olho neles você já consegue saber com o que eles estão envolvidos.

Hackathons voltados para programação vão exigir mais do aspecto técnico do seu Hack, o demo será muito importante e ele precisa estar funcionando.

Hackathons voltados para startups estão preocupados com o modelo de negócio do seu projeto. Nesse tipo de hackathon é comum apresentações com slides, sem demo, com produtos inacabados e é possível ganhar apenas com uma apresentação. Não adianta se espernear, vários juízes que não são técnicos não sabem avaliar se o que você mostrou está funcionando ou se é uma animação no power point.

Como o Gabriel Pugliese me lembrou, é bom também ficar de olho nas Regras do Hackathon, podem ter regras específicas quanto ao software que você pode utilizar, se você precisa ou não deixar o projeto aberto no Github, etc…

Outro ponto importante são os critérios de avaliação do hackathon. Os critérios podem ter pesos e se o seu objetivo é ganhar, então foque nos critérios.

classificacao

Nem sempre o grau de desenvolvimento é o critério com maior peso. Participei do Samsung Ocean Hackathon no ano passado e esse era um hackathon um pouco diferente, ele teria apenas 11 horas de duração incluindo a apresentação e o julgamento, no final das contas tinha umas 9 horas de duração. Os critérios para julgamento eram Inovação, UX e Desenvolvimento e a maior nota de Inovação chegava a 9320 pontos enquanto a de desenvolvimento chega apenas a 200. É claro que com um número baixo de horas para programar eles não priorizariam o desenvolvimento, porém eu e meu grupo não nos atentamos às notas dos critérios. Escolhemos uma ideia sem muita inovação para podermos desenvolver em um tempo curto e conseguimos a maior nota de desenvolvimento mas ficamos em sétimo lugar. Detalhe: A equipe vencedora ficou com a menor nota de desenvolvimento. Mas os critérios eram claros e estavam escritos, nós não estudamos o projeto antes =/

2 – Tenha um bom Time

Você pode ser um Solo Developer, pode ser o melhor Full-Stack dos sete Mares ou ainda ser o maior jogador de squash do mundo. Em um hackathon você vai precisar de um time.

Até porque na maioria dos hackathons é obrigatório ter um time e é uma experiência muito bacana, vocês se xingam, jogam a culpa um no outro, cantam musiquinhas irritantes, assistem um monte de youtube poops e ainda por cima programam.

Se você puder ir com um time formado, chame pessoas que já trabalham bem com você, que vão se comprometer, segurar a barra quando você não aguentar mais e que seja divertido passar mais de 24 horas acordado ao lado delas.

No primeiro hackathon que fui tivemos um problema com um cara do time. Os times eram escolhidos numa espécie de sorteio. Cada pessoa que era sorteada escolhia uma ideia na parede e quando se juntavam 4 pessoas de áreas diferentes o time estava formado. Eu entrei como back-end developer, tinhamos uma frontend, um gerente de projetos e um designer. O designer era um cara super difícil, não deixou a frontend trabalhar, quis fazer o frontend sozinho, não aceitava nenhuma ideia, criticava tudo e tornou a vida de todo mundo um saco durante quase 3 dias, mas mesmo assim a experiência foi super válida, dezenas de kit-kats, várias amizades e contatos importantes e de quebra eu aprendi a usar o Django non-rel com o AppEngine.

Em quase todas as vezes que o time podia ir montado eu fui com o Roberto Civille, o cara já ganhou tantos hackathons que o pessoal já está chamando de Serial Hackathon Winner.

3 – Know Your Shit

Você não pode chegar completamente despreparado para um hackathon. Há espaço para aprender muitas coisas, mas não chegue com um ambiente recém formatado sem sua IDE preferida, sem os programas que você vai usar e sem saber como instalar coisas novas. O tempo é seu inimigo durante o hackathon. Se você perder uma hora pra configurar alguma coisa ou instalar o Phonegap no windows pode acabar sendo prejudicado e vai acabar irritando o pessoal do seu grupo.

4 – Tenha uma boa Ideia

Fácil falar, difícil de colocar em prática. Depois que você começa a frequentar hackathons você percebe que algumas ideias SEMPRE se repetem, principalmente nos hackathons voltados para startups. Tem a WishList, tem o Guia de Baladas, Compartilhamento de Eventos entre amigos, etc… Depois de alguns hackathons você vai ver que as ideias se repetem e vai ver que você mesmo tem essas ideias, elas são simples, são as primeiras ideias que vem à cabeça. Pensar na ideia não é perder tempo. Gaste o tempo pensando e discutindo a ideia, estude as APIs dos patrocinadores, quais terão que ser utilizadas, veja qual tipo de integração seria legal que existisse entre elas. Se for uma coisa útil, ótimo. Se não for, que seja divertida!

No começo de setembro eu participei do Techcrunch Disrupt Hackathon e vencemos na categoria Melhor uso da API do Concur. A ideia partiu do Roberto, que queria ser lembrado de lugares que ele já tinha visitado em San Francisco. A partir dessa ideia, resolvemos desenvolver o mínimo que daria para provar o conceito em apenas 24 horas. Como eu tenho experiência com softwares e APIs de viagens como Sabre, Expedia e Regente eu acabei ficando com a API do Concur e o Roberto com a API do Evernote. Fizemos o BizMem um aplicativo que juntava todas as notas que foram criadas pelo usuário quando ele estava viajando e juntava com as informações de viagem fornecidas pela Concur, assim poderíamos melhorar a experiência de Viajantes à negócios. O pessoal do Evernote e do Concur gostou muito.

5 – Corte Requisitos

Não tente fazer tudo. Nos hackathons o legal é desenvolver coisas novas e não perder tempo com aquilo que todo mundo sabe. Se o login não for tão importante para o core do que você quer mostrar então corte o login. Se você não é viciado em testes, corte os testes. Corte o monte de ideias que vocês tiveram e deixe só o que dá pra fazer. Conforme o desenvolvimento for se desenrolando fique atento ao relógio, se estiver demorando demais em uma tarefa, veja se você não vai ter que compensar mais na frente ou se você terá que cortar aquela tarefa.

6 – Faça Perguntas

Como todo bom programador você deve estar acostumado a procurar pelas respostas sozinho. Ler documentações, perguntar no StackOverflow, abrir Códigos Fonte e etc. O problema é que as vezes a resposta para o que você busca não está tão fácil de achar e na maioria das vezes existe um developer advocate da API do patrocinador pronto para te ajudar durante o hackathon. Perguntar para esse cara é sempre uma boa ideia, primeiro porque ele tem mais experiência com aquela API do que você, segundo porque é uma forma de mostrar pra ele (que comumente é um Juiz) o que você está fazendo. Esses caras podem contribuir com dicas muito úteis sobre a sua ideia e sobre o desenvolvimento, não desperdice esta oportunidade!

Além disso, pergunte para outros participantes, converse com eles, vá tomar café, coma junto com eles, tente se entrosar, afinal todo mundo ali tem pelo menos alguma coisa em comum com você, assunto é o que não vai faltar

7 – Make it Work, Bitches!

Faça seu demo funcionar. Parece idiota, mas por incrível que pareça, em todos os hackathons que eu fui vi pessoas apresentando algo que não funcionava, ou porque viajaram demais na ideia, ou não sabiam usar a tecnologia que escolheram ou não souberam manejar o tempo cortando requisitos iniciais.

Só não vai queimar o fusível aí, o networking é muito importante. Trabalhe de forma inteligente pra fazer funcionar mas aproveite pra curtir a oportunidade de estar com outras pessoas.

8 – Spread the Word!

Teve a sua ideia e está conseguindo desenvolver? Comece a falar sobre ela! Mostre para os outros grupos, mostre para os patrocinadores, mostre para os juízes, o importante é você aproveitar a maior contribuição que eles podem te dar que é o Feedback. As apresentações geralmente são muito curtas e o seu produto pode não ser tão bem explicado naqueles poucos minutos que você vai falar, ou talvez você não apresente bem em público, então é melhor já mostrar seu produto pra todo mundo antes da apresentação. Se possível monte uma marca, faça as pessoas lembrarem do que você fez.

Em março de 2014 eu participei do API HackDay que era promovido pelo Twitter e pelo SendGrid. Nós inventamos um produto que chamamos de Vai Bilu, a ideia era poder fazer coisas pela internet usando apenas o email ou o twitter, porque alguns planos de celular dão acesso irrestrito ao Twitter ou ao seu E-mail. Fizemos em homenagem ao ET Bilu e ficamos o final de semana todo falando com a voz aguda do ET. No final das contas, ganhamos em primeiro lugar no Hackathon e todo mundo sabia o que era o Vai Bilu, estavam imitando o ET Bilu também e se divertindo com a gente. Virou uma marca! A fórmula deu tão certo que resolvemos homenagear o ET Bilu em mais duas ocasiões, no Angel Hack com o Toca Bilu (um brinquedo feito com Arduino) e no VemBilu uma espécie de Tinder para Estudar que ganhou em primeiro lugar na categoria Educação no Hackathon da CJE – FIESP

9 – Participe!

Quando o Andrés Sanches assumiu o Corinthians ele foi perguntado como ia fazer pra que o Corinthians ganhasse uma Libertadores e a resposta dele foi: Primeiro temos que participar mais! Depois disso o Corinthians se classificou várias vezes seguidas para a Libertadores e foi Campeão da Copa Libertadores da América de 2012.

Para ganhar hackathons você precisa fazer a mesma coisa: Participar! Óbvio que você não vai ganhar prêmio em todos, mas com certeza você vai ganhar outras coisas como conhecimento, networking, Freelas e fazer amigos.

Você pode ficar por dentro dos Hackathons nas comunidades do facebook como a Hackathons Brasil e dar uma olhada no Challenge Post

Bônus – Não se misture com a gentalha

Muitas pessoas querem só se aproveitar, principalmente dos mais inocentes. São pessoas que vão em um hackathon com uma Ideia já pronta, não sabem programar mas querem desenvolver um MVP de graça. Fique atento com essas pessoas, na maioria das vezes elas não querem que você contribua com ideias, querem só sua força de trabalho.

Já vi isso acontecer várias vezes e na maioria das vezes essas pessoas conseguem o que querem prometendo parcerias e etc. Tome cuidado! Vi isso até nos Estados Unidos no DataWeek + API World Hackathon. Nesse evento duas pessoas vieram com ideias e falando que não sabiam programar, como eu já tinha visto isso acontecer, disse que não tinha interesse e vi que essas pessoas passaram por todas as mesas antes de irem embora.

Bônus – A apresentação

Na hora de apresentar mostre o seu demo funcionando. Deixe que as pessoas o testem. Responda as perguntas que foram feitas antes, quando você recebeu o feedback dos outros participantes do hackathon. Fale das APIs que você usou, mostre o que aprendeu e faça a apresentação ser legal, afinal todo mundo está cansado de ficar ali.

O principal na hora da apresentação: Nunca confie na Internet. Pode ser que não tenha na hora da apresentação e dê tudo errado, tenha o que você precisar rodando localmente também, se der algum problema você mostra a versão local e sem crise.

Fizemos um hack muito legal, o NewsMood.me, que mostrava o humor das notícias relacionadas a um termo e na hora da apresentação a internet falhou, ou seja, não deu pra apresentar =(

29 Dicas de Growth Hacking

Se você quer realmente ver sua empresa crescer na internet, você PRECISA conhecer e seguir essas dicas de growth hacking. Elas são matadoras para que você alcance mais usuários. Tudo que você vai ver aqui foi baseado em uma apresentação do @Mattan Griffel no slideshare, disponível no final do texto.

Eu resolvi fazer esse post, pra tratar algumas das dicas para quem não quer ficar só nos slides e também pelo fato de traduzir para o português. Várias dessas dicas eu já utilizei e tenho certeza que funcionam, algumas eu nunca cheguei a implementar e fiquei inconformado de não ter feito isso antes =/.

1. Meça a Satisfação dos seus Clientes

Existe uma perguntinha básica para isso: “Em uma escala de 0 a 10, o quanto você indicaria nossa empresa para um amigo?”.

Com o resultado dessa pergunta você calcula o NPS – Net Promoter Score que é uma métrica importante, tanto para você descobrir o nível de satisfação dos seus clientes, como quais clientes podem te ajudar ainda mais a divulgar a sua empresa. O cálculo do NPS é o número de NPS = Percentual de promotores – Percentual de Detratores

Promotores são os que responderam 9 ou 10
Detratores é quem respondeu de 6 para baixo.

https://i2.wp.com/satisfacaodeclientes.com/wp-content/uploads/2012/08/net-promoter-score-brasil.png?resize=642%2C385

NPS – Net Promoter Score

Duas ferramentas que o Mattan sugere pra fazer pesquisas de comportamento dentro do seu site são o Qualaroo e o Promoter.io que é mais focado em NPS mesmo.

Você também pode criar o seu próprio, ou enviar Google Forms para seus clientes, não importa, você precisa dessa informação.

E peça para os PROMOTORES compartilharem!

2. Crie mais Landing Pages

Um erro muito comum, principalmente por empresários que não tem o foco na Web é criar anúncios de facebook, google, etc e apontar para a página principal do seu site. O cliente procurou por Comprar Guitarra, viu o anúncio da sua loja de instrumentos e a Landing Page dele é a sua Home Page com 30 produtos? É numa dessas que você perde o dinheiro dos anúncios e acaba achando que Search Engine Marketing não funciona.

Landing Page é a página que o usuário ‘cai’ (aterrissa) assim que entra no seu site. Quanto mais Landing Pages você criar, ou seja, quanto mais páginas específicas pra entrada no seu site você tiver, maiores são suas chances de conversão. Se você está rodando uma campanha com 10 anúncios no facebook, de chamadas diferentes para públicos diferentes e com abordagens diferentes é conveniente ter 10 landing pages diferentes. Você tem que aproveitar as informações relevantes que você tem sobre aquele usuário, aquelas que você usou no filtro pro seu anúncio pra ter uma página com conversão bastante eficiente.

Cada página precisa ser 90% diferente.

  • Use ofertas diferentes
  • Público Alvo de um diferente segmento
  • Destaque diferentes qualidades únicas do seu produto.

Link suas propagandas pagas direto para Landing Pages específicas, não sua Home Page.

3. Use anúncios pagos para testar Títulos e Imagens

A dica que o Mattan dá aqui é que você pode economizar tempo e dinheiro antes de criar suas homepages utilizando anúncios pagos do facebook para isso. A ideia é que há muita semelhança entre uma Landing Page e um anúncio no Facebook como:

  • O Título
  • O corpo da mensagem
  • A imagem

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Com todos esses elementos em comum, você pode testar qual é o melhor Título ou Imagem que vai utilizar, apenas criando anúncios diferentes. Lembre-se de testar apenas um elemento por vez. E a dica do Mattan é para Otimizar o Anúncio para Impressões.

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4. Prepare sua URL para fazer Link Tracking

Você pode preparar seus links pra saber onde seus esforços de divulgação foram melhor empenhados. Uma dica é usar o Link Builder do Google e se você não estiver com tanta paciência assim, use um encurtador de URL’s como o Bit.ly. O importante é que você saiba isso pra saber onde vale ou não se esforçar para divulgar.

5. Remova os Links da sua Landing Page

Essa é matadora. Se o seu usuário já caiu em uma página específica, já foi filtrado pela sua campanha, não tem porque ele se dispersar agora, então quanto menos links e opções você der pra ele, melhor será pra você!

Ele mostra vários exemplos nos quais as taxas de conversão foram muito maiores apenas por remover barra de navegação e links do menu. Foque no seu Call to Action!

Uma dica que ele dá é Testar Landing Pages Minimalistas. Tire tudo da sua página, deixe só aquilo que é estritamente necessário.

E na minha opinião, a observação mais importante que ele faz: Tirar os links da página de Checkout. E dá o exemplo da Amazon, que é uma sopa de links o tempo todo, mas na página de checkout foca só no botão de pagamento.

6. Use o Qualaroo para ouvir Feedback dos seus clientes

O objetivo aqui é fazer você conseguir mais informações sobre como os clientes navegam pelo seu site e pelos seus produtos, do que eles sentem falta, o que estão procurando, porque deixaram de fazer alguma compra, etc.

  • Você achou a informação que procurava?
  • Se você não fechou uma compra hoje, quais foram os motivos?
  • Que tipo de informação você está procurando?
  • O que você veio fazer no site hoje?

Isso vai trazer ideias para que você teste no seu site

7. Compre dados demográficos sobre seus usuários

Essa aqui é muito interessante pra quem tem clientes nos Estados Unidos. A dica é usar o TowerData que é um site que tem muita informação demográfica e você poder saber mais sobre seus clientes apenas informando o email deles.

No Brasil a coisa fica meio complicada, mas pode usar a imaginação. Por exemplo, se você tem o endereço dos seus clientes, pode tentar inferir a renda deles pela renda média da região. Pesquisando encontrei essa ferramenta chamada Navegg Analytics, que parece oferecer o serviço no Brasil, eu não conheço a fundo, mas fica a dica.

8. Divida as suas Perguntas

Se você perguntar demais logo de cara, vai acabar perdendo potenciais usuários. Essa é uma dica bem antiga e pra mim é bem óbvia, odeio fazer cadastros gigantescos, então se vejo um eu já fecho na hora. Mas tem gente que adora pedir informações demais e que nunca serão usadas. Seja conciso e objetivo, se tiver que pedir demais, divida o formulário.

Quantas pessoas não fecham a página por ver um formulário como esse?

Dividindo o Formulário em partes você diminui a chance de alguém sair da sua página, simplifica o que você está perguntando e te permite testar mais.

9. Teste textos estranhos de Call To Action*

Estudos mostraram que colocar textos diferentes de “Cadastre-se” ou “Veja mais” nos seus botões de conversão são melhores. Invente alguma coisa, teste coisas esquisitas, use a criatividade, não seja mais um chato.

10. Use uma cor contrastante para o seu Call To Action

O Henrique Carvalho tem um site muito legal que chama Viver de Blog, vou usá-lo como exemplo pra especificar as dicas 9, 10 e 11.

viver-de-blog

Olha a cor e o texto que ele usa no Call to Action.

11. Posicione seu Call to Action à Direita.

As pessoas, pelo menos aqui no ocidente, olham pra tela em um padrão de F. O botão à direita é melhor estatisticamente.

12. Repita o seu CTA no “Above the Fold” e “Below the Fold”

Primeiramente, “Above the Fold” é um termo do webdesign que veio emprestado do jornalismo pra mostrar a primeira parte do jornal, antes da dobra. Isso no caso de um site é a parte visível antes do usuário ter que usar a barra de rolagem. Below the Fold é tudo que fica depois do Above de Fold.

Se a página contiver muita informação e o usuário tiver que rolar a página, certifique-se de que você tem um Call to Action lá embaixo também. Reforce a chance dele apertar aquele botão.

13. Faça uma Reafirmação

Para exemplificar esta dica e a Dica 12, vou indicar o site do Basecamp pra você entrar. Você vai perceber que ele coloca um Call To Action “Above the Fold” e vários outros “Below the Fold” espaçados enquanto o usuário lê as vantagens do Basecamp.

Quando o usuário estiver convencido de que quer testar o Basecamp, ele clica em um botão e vai para uma página de cadastro que mostra pra ele mais uma vez um resumo do porque ele está se cadastrando no BaseCamp.

basecamp

14. Faça uma validação Inline dos seus formulários

Faça as validações no formulário utilizando Javascript. Não espere dar um POST pra mostrar o que deu errado só na página seguinte.

basecamp2

15. Remova o campo de Cupom de Desconto

Isso aqui também é resultado de estudo científico. Se o usuário vê que existe um campo de cupom de desconto no seu site ele perde o foco pra procurar algum cupom online ou não gosta do fato dele não ter um cupom. Para que pagar o preço cheio sabendo que quem tem um cupom paga mais barato?

Se quer dar descontos, use outros métodos, como um parâmetro na QueryString que tenha o tipo de desconto com um campo hidden no seu formulário para recebê-lo.

16. Utilize Exit Intent Pop-ups

Esses popups verificam se o usuário demonstra ter uma intenção de saída do site e mostra uma chamada. Não é a mesma coisa daqueles avisos chatos de “Você tem certeza que quer sair?”.

Implemente algum desses algoritmos para segurar a atenção do usuário que quer abandonar sua página e você pode diminuir o Bounce Rate do seu site.

As opções que o Mattan mostra são:

O MercadoLivre usa esse hack para o vendedor não desistir do anúncio e o blog Vida de Startup também:

vida

17. Dê algum Bônus nas suas ofertas

Um produto + um bônus tem um valor percebido maior do que uma oferta agregada. Eu tive essa experiência quando eu tinha o meu e-commerce. Resolvi fazer anúncios agregados de Amplificador + Cabo. Várias pessoas queriam comprar separadamente, argumentavam que só queriam o Amplificador e eu queria muito vender os cabos também. Fiz um anúncio com Amplificador um pouco mais caro e resolvi dar os cabos de brinde. Foi muito melhor.

18. Up-sell, Cross-sell e Down-sell

Up-sell, Cross-sell e Down-sell são técnicas de vendas. O Cross-sell provavelmente é o mais conhecido. Se o cliente está comprando uma guitarra é provável que ele também queira comprar correia, encordoamento, amplificador, cabo, palheta, etc. Você pode oferecer esses produtos para ele durante a compra.

O Up-sell é quando você oferece um produto de valor maior ao cliente, o exemplo clássico é do McDonalds: Quando você pede a batata eles te oferecem a grande, quando pede o refrigerante, te oferecem o grande e ainda perguntam se você quer aquela tortinha de maça XD.

Down-sell é quando o cliente está desistindo de comprar um produto e você oferece um outro produto mais barato no lugar daquele para tentar fechar o negócio.

19. Termine seus preços com 7 ou 9.

Isso é estatístico. As chances do produto ser comprado aumentam fazendo isso. Peguei esse exemplo no Beved

beved

20. Mostre uma barra de progresso durante o Checkout

Não só no checkout, mas quando você tem um formulário de vários passos, como mostramos anteriormente. Se você mostra para o usuário que existe uma barra de progresso, você não o deixa perdido no processo achando que nunca vai acabar o cadastro.

amazon

A dica do Mattan é que nunca comece no primeiro, só mostre a barra de progresso depois que ele já saiu do primeiro formulário, você o incentiva a continuar porque ele já fez uma parte.

21. Coloque um suporte de Bate-Papo durante o Checkout

Pra muitas empresas o processo de compra ou de anúncio no caso de market-places pode não ser muito fácil para alguns usuários. Se você colocar esse tipo de chat, você pode ajudá-los e entender quais partes do processo podem ser melhoradas. Para processos complexos isso é fundamental para que a compra seja efetuada

Existem diversas ferramentas para isso:

22. Teste as 5 maiores opções de compartilhamento

Esse não tem desculpa para não ter. Você precisa colocar opções de compartilhamento nos seus produtos. Opções do Twitter, Facebook, Linkedin, Email, Enviar pelo Whatsapp, ou qualquer coisa. Ache aquilo que funciona para o seu negócio

share

23. Dê bônus “simétricos”

Se você tem um programa de referência, os conhecidos programas de Referral ou Referral Marketing você pode aumentar o número de usuários dando um bônus tanto para quem convida como para quem é convidado. Se você tem o Dropbox é muito provável que você tenha convidado alguns dos seus amigos, não é? Cada um deles ganhou 500mb quando você os convidou e você um Giga por indicação que fechou (Até 32Gb).

airbnb

24. Otimize sua Landing Page de Referral

Se seu usuário está chegando ali por indicação de um amigo, use isso a seu favor. Mostrar quem o convidou para a página é obrigatório!

Aproveite para já preencher no formulário as informações que você tiver.

 

Dica: Use Deep Linking nas páginas mobile. (Olhe esse serviço novo do Bit.ly)

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25. Mostre um status dos convites que o usuário enviou

Isso mostra pra ele o que ele já ganhou, e quanto ele ainda pode ganhar convidando os amigos, além do mais o incentiva a convidar mais amigos para a sua página.

26. Mande emails para engajar seus usuários novamente

Esse exemplo aqui é muito bom, se alguém, se cadastra no Dropbox mas não instala o programa o Dropbox manda esse e-mail para incentivar que o usuário use o Dropbox.

dropbox

 

27. Use Segment

Existem muitas, mas muitas opções de tracking hoje. Você provavelmente usa o Google Analytics, o Kiss Metrics, pode estar usando o SalesForce, etc. Imagine colocar todos esses snipets de código em todos os seus apps, sua página, etc. É muito trabalho. A Segment oferece um serviço para integrar tudo isso.

28. Mudar a Landing Page baseada na fonte do Tráfego

Se o usuário entrou na sua página de forma direta, ou veio pelo google você pode mostrar uma página diferente pra ele. Tanto essa dica como a próxima o Mattan marcou como Experimentais. Mandei uma mensagem para ele perguntando o porque disso e ainda estou aguardando a resposta.

29. Colocar códigos de referência em todas as URLs

É uma forma de conseguir aumentar ainda mais a quantidade de dados que você tem sobre a navegação no seu site, ou de onde vieram todos os usuários Também é uma dica que ele marcou como Experimental.

Conclusão

Essas técnicas são eficazes na hora de aumentar a conversão no seu site e de trazer ainda mais usuários. A maioria delas pode ser aplicada pra qualquer site ou negócio. O importante é ter em mente que existem formas de fazer o negócio crescer mais rápido. Várias das dicas são baseadas em estudos estatísticos e comprovadamente funcionam. Se duvida faça o teste.

Lembre-se sempre de manter um tracking de tudo que acontece na sua página. As informações são boas para que você possa tomar as decisões corretas e ver se uma mudança trouxe um resultado positivo ou negativo.

Todos os originais estão nos slides abaixo:

 

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*O termo que os slides originais usam aqui é CTA Copy, que são algumas ideias de Call to Action que são copiadas de outros cases. Existem diversos exemplos na internet. Eu me atentei só ao conteúdo passado nesse slide