Weekly Deploy #04

Weekly Deploy é uma publicação semanal de liderança, tecnologia e empreendedorismo com coisas que usei, vi e aprendi e que estou achando interessantes. Edição #04

Estou me mudando essa semana e acabei atrasando um dia, obrigado pela compreensão.

App que estou usando

Daylio. Estou anotando tudo nele. No final do dia eu clico nas atividades que realizei como treinos, alimentação, qualidade do meu sono. Também é bom para você medir quantos dias você está se sentindo bem versus dias em que está infeliz. Pra quem gosta de metrificar coisas sobre a própria vida ele é muito bom.

Mantenha um diário pessoal no smartphone com o Daylio

O que eu usava anteriormente, coach.me simplesmente não funciona mais!

Texto que estou estudando e aplicando

Esses textos da Greenhouse sobre processo estruturado de contratação. São muito bons, gostaria de ter lido antes.

Um processo estruturado é ótimo para escalar e garantir que todos estejam fazendo o mesmo processo.

Livro que comecei a ler

Negocie como se sua vida dependesse disso. Mais um livro começando em paralelo. Foi escrito por um ex negociador de sequestros do FBI então é muito prático.

Negocie como se sua vida dependesse disso eBook : Voss, Chris, Raz, Tahl:  Amazon.com.br: Livros

Entrevista que assisti e gostei muito

Essa entrevista curta com o Tim Ferriss.

Desafio que estou participando

Meu CTO me desafiou a treinar 21 dias seguidos. Hoje foi o décimo quinto, quem quiser participar, só fazer me marcar no instagram (@ffreitasalves)

Weekly Deploy #03

Weekly Deploy é uma publicação semanal de liderança, tecnologia e empreendedorismo com coisas que usei, vi e aprendi e que estou achando interessantes. Edição #03

Vídeo que estou assistindo sobre liderança técnica e é muito bom

A palestrante traz nesse vídeo um grande resumo de muitos conceitos e ferramentas essenciais para líderes técnicos. Vale a pena assistir!

Conceito novo que aprendi e achei interessante:

Banner Blindness: De forma consciente ou inconsciente o cérebro das pessoas começou a ignorar informações parecidas com banners na internet. De forma geral tem ocorrido até um Ad Blindness, ou seja, as pessoas estão ignorando os anúncios que vêem.

Consegue lembrar dos últimos 2 ou 3 anúncios que viu hoje?

Cegueira de faixa – Wikipédia, a enciclopédia livre

Livro que estou lendo

Estou na metade do Inspired do Marty Cagan. É simples e tranquilo de ler e mostra como equipes muito fortes de produto no vale do silício que tiveram realmente sucesso trabalham. São bons benchmarks, principalmente para as empresas brasileiras que em sua maioria insistem em dar mais valor para volume de entregas do que para volume de resultados.

Roadmaps de produtos convencionais tratam apenas a entrega de soluções. Fortes equipes sabem que não é só implementar uma solução. Eles devem garantir que a solução resolva o problema subjacente. É tudo uma questão de resultados de negócio.

Estou lendo em português porque estava mais barato, mas recomendo que se puder leia em inglês. A tradução não é boa e você precisa ler coisas como “encaixe do produto com o mercado” ao invés do usual “product market fit”.

Aplicativo de produtividade que estou usando

Notion. É o melhor aplicativo pra organizar tudo que você faz. Funciona como um grande bloco de anotações, mas você consegue criar páginas, integrar textos, fotos, vídeos e muitas outras mídias. Consegue publicar páginas online como se fossem sites e ainda colaborar com outras pessoas ou até criar um banco de dados. Como antigo usuário do Evernote vejo que o Notion é aquilo que o antigo Evernote desejava ter se tornado. Recomendadíssimo!

Tem até alguns vídeos muito legais de como organizar sua vida utilizando o Notion e eles tem até templates pra você usar um pronto

Weekly Deploy #02

Weekly Deploy é uma publicação semanal de liderança, tecnologia e empreendedorismo com coisas que usei, vi e aprendi e que estou achando interessantes. Edição #02

Saindo com um dia de atraso por motivos de: “ih, esqueci!”

Serviço que estou adorando

QuintoAndar! É realmente sensacional. Como primeira experiência senti que foi muito prático e ainda por cima não precisei lidar com a burocracia e falta de educação das imobiliárias tradicionais. Inclusive, achei a parte de compra de imóveis interessante.

App para Mac que comecei a usar

Alttab – O CMD+TAB do Mac nativamente alterna entre programas e não entre janelas, por isso comecei a usar esse programa que tem um comportamento parecido com o do Windows. Ótimo para quem estiver usando um teclado não Apple no Mac.

Texto sobre liderança técnica que achei interessante

How to Overcome the Technical Strategy Spiral – Essencial para quem se pergunta por quê não tem sido incluído em discussões mais estratégicas. Spoiler: Quanto mais você ignora e não participa desse tipo de discussão, mais por fora você estará.

Vídeo aleatório super útil sobre negociações

É sobre a famosa técnica da Ancoragem, mas sobre como agir quando já ancoraram você

Weekly Deploy

Weekly Deploy é uma publicação semanal rápida de liderança, tecnologia e empreendedorismo com coisas que usei, vi e aprendi e que estou achando interessantes. Esta é a primeira! Edição #01

Texto que estou lendo:

Maximizing Developer Effectiveness. Um texto pra refletir em quais melhorias fazer para proporcionar um ambiente propício para altíssima produtividade.

Livro rápido que estou retomando

Anything you want do Derek Sivers. Ele é um músico que aprendeu a programar PHP + MySQL e montou um site apenas para vender seus álbuns independentes. 10 anos depois, vendeu sua empresa, a CD Baby por 22 milhões de dólares para a Apple

Entrevista que estou assistindo:

Conversa fantástica com a Dra Carla Sarni, dona das franquias Giolaser, Sorridents e outras com mais de 700 lojas no Brasil. A história dessa mulher é sensacional. Empreendedorismo na veia.

Audiobook que ouvi novamente

The Willpower Instinct – Kelly McGonigal. Citado várias vezes neste blog, este é um dos livros que eu mais gosto quando preciso encontrar maneiras de mudar alguns hábitos. Li o Livro na esteira da academia, então ele já cumpriu um pouco do papel que eu esperava dele. XD

SaaS que comecei a usar

Linktree. Te dá acesso a uma página para você colocar títulos e links. Bom para colocar no seu perfil em sites que te pedem apenas um link como o Instagram.

Vinho que estou tomando

Continuo apaixonado pelo Portada. É um vinho meio seco português, um pouco adocicado e que harmoniza muito bem com coisas que eu adoro como pizza, massas e alguma carnes.

Criar um projeto do zero ou utilizar algo pronto? Como decidir o Buy or Make

Como tomar a decisão de Buy or Make? Ou em bom português, como decidir se você compra ou faz alguma coisa? Ou ainda, se você faz ou usa pronto de alguma forma, seja utilizando Open Source, contratando um SaaS, terceirizando, etc.

Não importa seu cargo, sua empresa ou em qual área você está inserido, com certeza você já precisou e ainda vai precisar tomar esse tipo de decisão. Neste vídeo eu vou explicar como você decide o Buy or Make e porquê você já deveria pensar assim:

Esse tipo de decisão entre comprar ou fazer algum projeto é referido por aí como Buy or Make (fazer ou comprar) e todo mundo vai precisar tomar esse tipo de decisão, seja o estagiário ou o líder da empresa.

Sendo assim, quanto mais cedo você começar a pensar nos trade-offs entre criar a solução em casa (in house) versus comprar um sistema pronto,
mais estratégico você vai estará sendo e melhor para o seu futuro.

Por certo, se você estiver numa posição de liderança e não estiver frequentemente pensando em BUY or MAKE, você corre o risco de estar desperdiçando recursos e perdendo oportunidades para o seu negócio.

Por onde começar?

Se você é uma pessoa que resolve problemas vão aparecer problemas do seu cliente ou da sua empresa cuja solução já existe no mercado e para a grande maioria dos problemas você vai encontrar uma solução pronta, que você vai usar como base pra criar a sua.

Para os demais problemas você vai escolher fazer do zero.

Como tomar essa decisão no dia a dia? Você sempre vai começar a resolver qualquer problema procurando pelas soluções existente e vai comparar o que existe com o que você precisa fazer. Depois disso, você precisa estimar o esforço em customizar aquela solução para o seu cenário e comparar com a estimativa de esforço para você criar sua própria solução.

Contudo, como um guia geral sempre tenham em mente a frase:
NÃO REINVENTE A RODA.
Use o que está pronto, use o que o mercado já está usando

No entanto, o único cenário em que isso não é necessário é quando um estudante quer aprender algo do zero e quer implementar uma solução para aprender com ela.

Livre-se do seu Ego

Sobretudo, existe uma batalha de EGO muito grande e diversas vezes você vai querer implementar algo do zero porque por arrogância você pode acreditar que vai criar uma solução melhor. Mesmo que você realmente possa, não é só porque você pode criar algo melhor que você deveria, Peter Drucker já dizia que “nada é menos produtivo do que tornar eficiente algo que nem deveria ser feito”. Por quê? Porque alocação de recurso e alocação de tempo são importantes demais.


“Nada é menos produtivo do que tornar eficiente algo que nem deveria ser feito” – Peter Drucker

Quando você decide FAZER alguma coisa, você está tomando a decisão de NÃO FAZER um monte de outras coisas.

Inegavelmente, não será fácil decidir o Buy or Make, isto é se você precisa criar a solução ou usar uma pronta, mas o básico que você precisa fazer é se perguntar se deveria fazer um ou o outro. Contudo, quando a solução não for ESSENCIAL para o negócio ou como se diz, se não for o CORE BUSINESS existe uma grande chance de que você deveria estar usando uma solução pronta ou contratando um serviço e não desenvolvendo do zero.

Comente o que você acha! Se você gostou, compartilhe com aquele seu amigo que quer fazer tudo do zero.

Obs:
Neste post comento um pouco sobre a importância de se livrar do Ego e ser humilde: Hackeando o organograma e influenciando ativamente quem está acima de você.

Créditos da música:
Music: 月华
URL: https://enjoymusic.ai

Ninguém quer ser medíocre

Citação - Eu tenho convicção que todos querem se tornar bons profissionais. Ninguém quer ser medíocre - Fernando Freitas Alves

Eu tenho convicção de que todos querem ser bons profissionais e trabalhar bem. Ninguém quer ser medíocre.

Um dos livros que eu mais gosto sobre empreendedorismo e startups é o “The hard thing about hard things” do Ben Horowitz. Neste livro, o autor chega a dizer que ser uma boa empresa é um fim em si mesmo. (Tradução livre de “Being a good company is an end in itself.”). Ele argumenta que isso pode ser a diferença entre vida ou morte quando as coisas vão mal. E todos sabemos que as coisas vão mal de vez em quando. Se sua empresa é boa, seus funcionários estão dispostos a comprar essas brigas com você.

Eu acredito que ser uma boa empresa possibilita que as pessoas entreguem o seu melhor. E pra ser uma boa empresa, é preciso endereçar os problemas que estão acontecendo. Se sua empresa não está sempre se perguntando como ela poderia ser uma empresa melhor, você precisa procurar outro emprego hoje.

Se sua empresa não está se perguntando como melhorar é porque ela não tem essa intenção

Já trabalhou com um time que se encaixa com você?
Sabe aquela sensação de que as coisas fluem, existe transparência e alinhamento, todo mundo se ajuda e é divertido trabalhar junto? Pois são nesses lugares que é bom trabalhar e quando você sai de um trabalho assim pra ir pra um time que não funciona tão azeitado, já bate o arrependimento.

Acredito que toda empresa deveria se preocupar em caminhar nessa direção, sempre se perguntando: “Como monto um time de profissionais incríveis e que desenvolvam seu melhor trabalho juntas?”

A resposta para essa pergunta é o que chamamos de cultura e é um assunto para um artigo muito maior no futuro. Porém, quero chamar atenção para esse ponto. Se sua empresa não está sempre se perguntando como melhorar é porque ela não tem essa intenção.

Mensurando o clima do ambiente de trabalho

Na minha empresa, uma ferramenta que usamos para isso é o eNPS (Employee Net Promoter Score) porque é uma métrica que ajuda a entender o quão atraente estamos para nossos funcionários.

Funciona similar ao já tradicional NPS: Você pergunta o quanto seus funcionários estariam dispostos a recomendar a sua empresa para que outras pessoas trabalhassem nela.

Dessa forma, quem responder entre 9 e 10 são seus Promoters. São pessoas que amam a empresa e vão fazer o famoso marketing boca-a-boca sobre ela. Quem responder 7 ou 8 são neutros, eles não tem nenhuma questão muito crítica em relação à empresa, mas também não tem nada que os deixe muito felizes de estarem trabalhando lá.

Por fim, temos os Detractors, que são aqueles que deram uma nota abaixo de 6. Esses funcionários tem algumas questões em relação à empresa e isso se reflete na nota deles.

Para calcular o eNPS final é só usar a fórmila:
NPS = % of Promoters - % of Detractors

Junto ao eNPS você pode fazer outras perguntas para entender o que tem dado certo e o que precisa melhorar e aí você consegue informação qualitativa.

Por exemplo, uma vez por mês, eu e outras lideranças da minha área lemos todas as mensagens dos profissionais e geramos pontos de ação tanto pra buscar melhorar como empresa, como para explicar sobre algum assunto que precisa ser esclarecido com o funcionário. Separar esse tempo é investir em construir uma empresa melhor.

Como direcionar a cultura

Em conclusão, eu gravei um vídeo rápido sobre cultura e 3 formas dos líderes trabalharem pra formatar uma cultura forte dentro da empresa.

Pra quem não quer ouvir a argumentação (TL;DW), vamos direto ao ponto:
1. Dê o exemplo!
2. Incentive os bons comportamentos/iniciativas.
3. Atue nos problemas, sempre!

Quer saber como passar por esses 3 passos, veja o vídeo e me fala o que você achou.

Lembre-se: Cultura não é bullshit!

Bônus: Post sobre feedback negativo

Paralisia por Análise – Por quê é tão difícil escolher um filme na Netflix?

Netflix

Já percebeu como é difícil pra escolher um filme na Netflix? Você praticamente sofre uma paralisia por análise.

Com tantas opções fica difícil tomar uma decisão. E isso não acontece só com filmes. Vários amigos tem dúvidas sobre qual curso fazer no período de quarentena ou o que estudar já que chovem opções gratuitas neste momento.

O fato é que temos apenas uma quantidade de decisões que conseguimos tomar sem esgotar nosso cérebro. Isso é assustador se imaginar como deve ser sido isso para Steve Jobs, ou hoje em dia para Mark Zuckerberg que precisam tomar centenas de decisões por dia.

Quando estamos expostos a muitas opções podemos sofrer de ‘Paralisia por Análise’, ou como diz o termo em inglês “Analysis Paralysis“. Isso acontece porque ficamos tentando otimizar nossas escolhas e temos medo de tomar uma decisão errada sendo que pode ter outra melhor na mesa.

Isso acontece também no Desenvolvimento de Software e é um anti-pattern conhecido, no caso, quando você dedica muito mais tempo e esforço à análise do projeto do que deveria.

Conheço pelo menos 3 métodos que você pode utilizar para lidar com isso:

  1. Entender bem o que você vai decidir e quais os impactos da escolha que você vai fazer. 
  2. Estipular um prazo para a tomada de decisão
  3. Ter uma rotina.

Como você lida com isso no seu dia a dia?